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Planejar não sai caro

Veja nossa entrevista para o jornal Meia Hora.

Especialistas falam sobre cuidados necessários antes da aquisição de um veículo

O brasileiro continua apaixonado por automóveis. Uma pesquisa feita pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no final do ano passado, confirmou que os carros ainda são um objeto de desejo, principalmente entre as gerações mais novas. Segundo o levantamento, 70% das pessoas de até 25 anos mostraram interesse em comprar um veículo. Mas, para não ter dor de cabeça na compra, é preciso não se deixar levar pelo impulso e planejar bem a aquisição do bem.

“A compra de um carro tem alguns componentes de motivação: o primeiro é a utilidade que traz. Além disso, o carro pode ser necessário para o trabalho, como no caso de motoristas por aplicativos, ou quem tem um comércio e precisa fazer transporte de cargas. Mas, em todos os casos, é preciso se planejar bem. Não é apenas o valor das parcelas que está em jogo, mas há outros fatores que devem ser levados em conta, como o preço do seguro. Por exemplo, em relação a um carro de R$ 50 mil, o valor do seguro pode estar entre R$ 3mil e R$5mil. Além disso, é preciso considerar gastos com combustível e estacionamento”, explica Gilberto Braga, economista e professor do Ibmec.

De acordo com o especialista, antes de adquirir um carro é preciso colocar no papel todos os gastos fixos mensais, como aluguel, alimentação, luz, água e telefone. “Ou seja, é importante que as pessoas tenham a consciência que a despesa com um carro novo não deve ultrapassar 20% do total do orçamento”, explica.

Melhor forma de pagamento para cada perfil de cliente

Outro ponto que merece a atenção na hora da compra é a forma de pagamento. “Por ser um bem de alto valor agregado, a maioria dos consumidores não consegue adquirir um carro à vista. Em boa parte dos casos, a compra acontece por meio do financiamento ou por consórcio”, explica Leonel Souza, diretor da Leonel Consórcios.

Segundo ele, as duas modalidades são indicadas para perfis diferentes de compradores.“O consórcio é mais indicado para quem pode fazer uma programação de retirada do carro e que, muitas vezes, já tem um automóvel e quer trocar o bem por um mais novo. É indicado para a pessoa que se planeja”, indica.

No caso do financiamento, onde as parcelas são mais prolongadas, podendo chegar a até 60 meses, e as taxas são menos vantajosas, o cliente mais comum é aquele que tem pressa para receber o carro, pois, nessa modalidade, a liberação do carro é imediata.